A Libertação de Auschwitz

Hoje, dia 27 de janeiro de 2020, celebra-se o Dia Internacional pela Memória das Vítimas do Holocausto.

Como Elie Wiesel disse no discurso de celebração do 50º aniversário da libertação: “Depois de Auschwitz, a condição humana não foi mais a mesma. Depois de Auschwitz, nada será igual.”

Foi em 27 de janeiro de 1945 (marcando hoje, 75 anos) que aproximadamente 7,5 mil prisioneiros, que ainda estavam no campo de concentração de Auschwitz- Birkenau, foram libertados pelo Exército Vermelho – exército este criado pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) para defender o país na época da guerra.

Desde 1947 Auschwitz é classificado como monumento nacional polonês, abrigando um museu. Em 1979 foi inscrito na Lista de Patrimônio Mundial da UNESCO e representa um grande símbolo do Holocausto dos Judeus.

O número exato de vítimas não é conhecido, embora seja estimado pelos historiadores, que por volta de 1,1 milhões de homens, mulheres e crianças (quase 1 milhão eram judeus) tenham morrido no campo de concentração nas datas da Segunda Guerra Mundial. Entre as vítimas, além de judeus, também constavam poloneses, ciganos e diversos prisioneiros soviéticos de todas as faixas etárias.

Mas o que foi o Holocausto?

Com os nazistas no poder – em 1933 – os judeus começaram a, progressivamente, perder propriedades, direitos e a própria liberdade, estando em causa a violação de diversos direitos humanos. Entretanto, foi apenas após a invasão alemã à Polônia – em 1939 – que os nazistas passaram a de fato aprisionar e segregar os judeus que eram deportados da Alemanha (e também da Áustria) para a Polônia.

Foi em 1941 que o extermínio em massa deu início, com lemas como “uma guerra racial” entre os povos germânicos e os judeus. Grupos de soldados nazistas, chamados de Einsatzgruppen, foram escolhidos para massacrar civis em territórios conquistados. Até o fim de 1941, mais de 500 mil pessoas haviam sido mortas. Quatro anos depois, o total de assassinatos chegou a 2 milhões, sendo 1,3 milhão de judeus.

No início de 1942, os líderes nazistas se encontraram para decidir qual seria a solução final acerca do povo judeu, na conferência que ficou conhecida como “Conferência de Wansee”. A ideia final se resumia em matar toda a população judaica na Europa, cerca de 11 milhões de pessoas, a partir do extermínio e do trabalho forçado.

Foi em 27 de janeiro, de 1945, após a libertação, que os ex-prisioneiros deixaram para trás a infame frase dos portões dos campos nazistas: Arbeit macht frei (O trabalho liberta).

Num mundo onde observamos uma crescente corrente de ideais nacionalistas, onde a intolerância com o próximo se começa a destacar; e onde ainda, encontramos campos de concentrações sendo legalizados em países como a China. É fulcral relembrar e aprender ainda mais sobre esta época da história sombria e eternamente manchada na história da humanidade.

Frase nos portões dos campos de concentração
Tradução: O Trabalho Liberta

Texto Redigido por Kai Coelho.

Publicado por SDDH/AAC

A SDDH/AAC é uma das dezasseis secções culturais da Associação Académica de Coimbra. Fundada em 1997 encontrou-se, desde logo, na causa da sensibilização e promoção dos direitos humanos junto da comunidade académica, mas não só. Desde o início, o seu objetivo principal foi o da denúncia das diversas violações de Direitos Humanos, através da informação, formação e educação de todas as temáticas relacionadas com estes, tendo como público-alvo o estudante universitário de Coimbra. Neste sentido, a SDDH/AAC realiza projetos “para os estudantes e pelos estudantes” tentando chegar cada vez mais perto dos seus pares, incentivando um espírito crítico, atento e ativo perante as problemáticas que ocupam a atualidade no âmbito dos direitos humanos. Desenvolvem-se projetos com formatos diversificados, procurando corresponder às várias recetividades encontradas no meio académico. Ao mesmo tempo, a SDDH/AAC procura desenvolver parcerias com instituições e entidades da cidade de Coimbra com missão semelhante de forma a contribuir para a sensibilização, educação e formação a nível local e nacional. A Secção tem uma presença ativa nas redes sociais, característica que se advinha essencial na pretensão de chegar aos estudantes e de promover o ativismo junto da juventude. A equipa é constituída por estudantes das mais variadas áreas, desde as ciências sociais às ciências da saúde, passando pelas ciências exatas. O trabalho é desenvolvido em equipa no sentido de promover o desenvolvimento de soft skills e o profissionalismo. Todos os sócios contribuem de forma voluntária nos projetos do seu interesse, permitindo que todos possam propor, coordenar e participar em causas que lhes sejam próximas.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: